CIENCIA

Cientistas criam sistema de “ar-condicionado” sustentável que não utiliza energia elétrica
Segundo os cientistas, esse método de resfriamento criado pode ser reutilizado em outros lugares do mundo, desde que tenham acesso à luz solar abundante.


Cientistas criam sistema de “ar-condicionado” sustentável que não utiliza energia elétrica

O sistema ainda está em desenvolvimento pela equipe da Universidade de Ciência e Tecnologia Rei Abdullah (KAUST), porém já trouxe resultados.Em testes, ela foi capaz de resfriar um ambiente inteiro ou refrigerar alimentos a 3,6 ºC utilizando apenas dois “ingredientes”: sal e luz solar.

Segundo os cientistas, esse método de resfriamento criado pode ser reutilizado em outros lugares do mundo, desde que tenham acesso à luz solar abundante.

Sistema de “ar-condicionado” trouxe resultados positivos
O experimento da equipe está descrito em um artigo na revista científica Energy & Environmental Science, em que há o relato dos testes realizados.

O experimento realizado resfriou o espaço ao redor de um copo de metal com nitrato de amônio da temperatura ambiente (cerca de 25 ºC) para 3,6 ºC em somente 20 minutos.Após esse resfriamento, a temperatura permaneceu abaixo de 15 ºC por mais de 15 horas, sendo uma inovação no setor.Para a equipe, no futuro essa solução poderá ser uma alternativa ao ar condicionado tradicional, que emite milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) diariamente.

O novo sistema não só é de baixo custo, como também pode ser uma opção para resfriar casas de comunidades empobrecidas, em que não há acesso à rede elétrica.

Como ocorre o resfriamento
Para resfriar, os cientistas tiraram proveito do fenômeno natural de “mudança de fase”, que é quando os cristais de sal se dissolvem na água quente.

A água quente esfria rapidamente à medida em que o sal se dissolve, e por isso os cientistas utilizaram essa mesma “base”.O sal utilizado foi o nitrato de amônio por sua alta solubilidade em água, além de contar com um grande poder de resfriamento.

Em comparação ao segundo sal com melhor desempenho, o cloreto de amônio, o nitrato se saiu quatro vezes melhor, além de ser mais barato.

Outro ponto positivo é que o sal pode ser cristalizado e reutilizado após ser dissolvido pela evaporação da água. Quando coletado, ele se torna uma “forma de energia solar” armazenada, que está pronta para uso quando for necessário.

Fonte: Tecmundo


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